sexta-feira, 16 de março de 2012

Um dia eu chego lá

Ontem li um texto chamado Fome, sede e vontade de ler de Fabiano Cambota que fez com que a cada linha despontasse um leve sorriso para, logo depois, um sorriso mais aberto aparecer em meu rosto. O motivo era a gostosa leitura e a viagem que o texto nos levava a fazer na comparação de nossas necessidades físicas com a necessidade de leitura. Imaginem que a leitura foi feita em uma prova de concurso público. Um domingo que parecia ser como outro qualquer, o texto fez toda a diferença, foi prazeroso. Então, comecei a pensar que gostaria de escrever assim, como os grandes. Veríssimo, Neruda, Drummont, Florbela, Goulart, sou fã, mas longe estou disso. Rosa Pena, amiga, escritora, poeta, é demais nesse mundo da escrita. A cada leitura de sua obra é um prazer que desperta dentro de nós, é um encontro com nosso eu. Um dia eu chego lá. Essa coisa de escrever para remexer sentimentos, passar para o leitor a interpretação de pensamentos, de experiências de vida é como desnudar o ser interior no momento. Escrever inteligente, deixando brotar a sentimentalidade, transferindo impressões e opiniões, faz com que os escritos traduzam realidades e sonhos. Escrever para os que descobrem nas entrelinhas a realidade e a fantasia é apaixonante. O despertar da imaginação através do derramar de letras no papel, transformando-as em textos maravilhosos, nos faz desejar ser devorados sempre mais e mais por leitores altamente vorazes.