quarta-feira, 20 de novembro de 2013

FAGULHAS POÉTICAS II


PREFERÊNCIA

Cheiro da tua pele
sem perfume.
Melhor que muito francês.


AMOR DIGITAL

Conectado ao meu coração
aperte "play".
Jamais "delete", OK?


DEPRESSÃO

O sopro do vento
arrasta restos e folhas mortas.
Meu inverno chegou.

FAGULHAS POÉTICAS II

RUÍNA

Despejada
do teu coração.
Sem teto, sem pele.


ESPELHO

Refletes duras rugas.
O olhar, jovial.
Contradições!


DESOLAÇÃO

Goteira no teto,
cama vazia,
buraco no coração.


INSANO

Amar sem ter você.
Visões!
Loucura ousar.




FAGULHAS POÉTICAS II

PERFUME

O cheiro da saudade
deitou-se ao meu lado
Acordada, sonhei.

CORAÇÃO EM FESTA

Despertar doce
na aurora do dia.
Eu, você, o sol.

INVERNO TOTAL

Paisagem cinza,
respingos no vidro da sala,
úmidos olhos.

BAIXO ASTRAL

Toca cavaquinho
um chorinho.
Intensifica a solidão.

PASSADO

Sombras flutuam
na noite calada.
Ensurdecedoras lembranças.


Lançamento do livro na Academia Nortegrandense de Letras, outubro/2013

 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Bienal do Livro em São Paulo 2012


Bienal do Livro em São Paulo





Fotografia

Registre minha imagem,
de perfil.
Deixe ao natural,
nada de photoshop.
Retocar a originalidade
deprecia o Criador.
Os anos passaram,
alegrias, tristezas,
tudo ficou registrado.
Retrate
nessa moldura
chamada rosto,
o gosto pela vida.
Vivida, cantada
em prosa e verso
e abençoada por Deus.


Inverno total



Paisagem cinza
respingos no vidro da sala
úmidos olhos.

terça-feira, 7 de maio de 2013

NOSTALGIA



                A tarde é morna, olho em volta de mim e vejo as folhas das árvores balançando ao vento quente. Mas a tarde escorre entre as horas deixando prever a chegada da noitinha. Caminho apreciando o movimento das pessoas e dos carros. Encontro um banco vazio na praça, que sorte! Sento e observo.
                As lembranças sentam ao meu lado e o filme começa. Nessa praça, algumas vezes, o namoro, encostados no carro fluíam beijos, abraços, carícias... Outras vezes, a lembrança das caminhadas após o trabalho ao lado de uma grande amiga, onde ríamos e trocávamos confidências, experiências e saboreávamos uma água bem docinha, na barraquinha do coco. Nessa mesma praça onde tantas vezes levei meu filho para passear, ainda o posso ver correndo atrás das bolinhas de sabão que insistia sempre em comprar. Como cresceu meu menino!
                Percebo então que não sou mais criança, nem jovem na idade, apesar dessas sensações ainda permanecerem dentro de mim. Ora sou jovem na alma, conversando com meu filho e seus amigos, inventando brincadeiras para a noite de natal, ora me sinto como uma criança ainda, que adora raspar as sobras do brigadeiro na panela, que adora um filme de animação acompanhado de pipoca e refrigerante e também de um belo banho de chuva. Se for em Mosqueiro, melhor. Apesar da idade, os gostos não mudam tanto assim...
                Por que o tempo avança com essa velocidade incontida? Será que ele não vê que ainda queremos ser partícipes da vida? Que se continuar assim, em breve, estaremos com limitações de movimentos, de fala, de audição e esquecimentos?
                Não dá pra ser verdade o filme “O curioso caso de Benjamin Button”? Quero nascer velho e morrer criança.
Marília (27/12/2012)

domingo, 28 de abril de 2013

ESPERANÇA


O vida se fez escuridão.
Mentes em desalinho.
Brilham ainda as estrelas.

DESORIENTADO

Meu coração,

usa vicinais,

para te despistar.