DESORIENTADO
Meu coração usa vicinais
Despisto rastros teus
Me perdi outra vez
Marília Tavernard
DESORIENTADO
Meu coração,
usa vicinais,
para te despistar.
DESORIENTADO
Meu coração usa vicinais
Despisto rastros teus
Me perdi outra vez
Marília Tavernard
DESORIENTADO
Meu coração,
usa vicinais,
para te despistar.
UM DIA EU CHEGO LÁ
Ontem li um texto chamado Fome, sede e vontade de ler de Fabiano Cambota que fez com que a cada linha despontasse um leve sorriso para, logo depois, um sorriso mais aberto aparecer em meu rosto. O motivo era a gostosa leitura e a viagem que o texto nos levava a fazer na comparação de nossas necessidades físicas com a necessidade de leitura. Imaginem que a leitura foi feita em uma prova de concurso público. Um domingo que parecia ser como outro qualquer, o texto fez toda a diferença, foi prazeroso. Então, comecei a pensar que gostaria de escrever assim, como os grandes. Veríssimo, Neruda, Drummond, Florbela, Goulart, sou fã, mas longe estou disso. Rosa Pena, amiga, escritora, poeta, é demais nesse mundo da escrita. A cada leitura de sua obra é um prazer que desperta dentro de nós, é um encontro com nosso eu. Um dia eu chego lá. Essa coisa de escrever para remexer sentimentos, passar para o leitor a interpretação de pensamentos, de experiências de vida é como desnudar o ser interior no momento. Escrever inteligente, deixando brotar a sentimentalidade, transferindo impressões e opiniões, faz com que os escritos traduzam realidades e sonhos. Escrever para os que descobrem nas entrelinhas a realidade e a fantasia é apaixonante. O despertar da imaginação através do derramar de letras no papel, transformando-as em textos maravilhosos, nos faz desejar ser devorados sempre mais e mais por leitores altamente vorazes.