domingo, 28 de abril de 2013

POETRIX



ESPERANÇA


A vida se fez escuridão
Mentes em desalinho
Brilham ainda as estrelas


Marília Tavernard

POETRIX



DESORIENTADO


Meu coração usa vicinais

Despisto rastros teus

Me perdi outra vez


Marília Tavernard
















DESORIENTADO
Meu coração,
usa vicinais,
para te despistar.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

POETRIX



APLAUSOS


Executou o ato
 A vida, palco 
 Superou o drama


Marília Tavernard

POETRIX


RENASCER


Podei a vida
Cortei amarras
Flori


Marília Tavernard

sexta-feira, 16 de março de 2012

PROSA

UM DIA EU CHEGO LÁ

Ontem li um texto chamado Fome, sede e vontade de ler de Fabiano Cambota que fez com que a cada linha despontasse um leve sorriso para, logo depois, um sorriso mais aberto aparecer em meu rosto. O motivo era a gostosa leitura e a viagem que o texto nos levava a fazer na comparação de nossas necessidades físicas com a necessidade de leitura. Imaginem que a leitura foi feita em uma prova de concurso público. Um domingo que parecia ser como outro qualquer, o texto fez toda a diferença, foi prazeroso. Então, comecei a pensar que gostaria de escrever assim, como os grandes. Veríssimo, Neruda, Drummond, Florbela, Goulart, sou fã, mas longe estou disso. Rosa Pena, amiga, escritora, poeta, é demais nesse mundo da escrita. A cada leitura de sua obra é um prazer que desperta dentro de nós, é um encontro com nosso eu. Um dia eu chego lá. Essa coisa de escrever para remexer sentimentos, passar para o leitor a interpretação de pensamentos, de experiências de vida é como desnudar o ser interior no momento. Escrever inteligente, deixando brotar a sentimentalidade, transferindo impressões e opiniões, faz com que os escritos traduzam realidades e sonhos. Escrever para os que descobrem nas entrelinhas a realidade e a fantasia é apaixonante. O despertar da imaginação através do derramar de letras no papel, transformando-as em textos maravilhosos, nos faz desejar ser devorados sempre mais e mais por leitores altamente vorazes.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

POETRIX



FALSA MIRA

Apontei o lápis
Escrevi uma carta de amor
Direção errada

Marília Tavernard

TERCETO



AUSÊNCIA

Sob o túnel de mangueiras
Sobre o asfalto  molhado
Longa espera

Marília Tavernard

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

(POESIA)


ABRAÇO AMIGO

Alonguei os braços
e num abraço te alcancei.
Peito a peito,
bem apertado,
palpitou meu coração
no teu coração.
O aconchego da amizade
é um mini amor.

TERCETO



UM DIA CHUVOSO

Céu cinza. Cidade molhada.
Mangas verdes cheirosas
prestes a cair

Marília Tavernard

TERCETO


MENINO

malino,
verdadeiro culpado
dos brancos de minha tez.